Give Nepal.org

Como verificamos

O que verificamos antes de se mover uma rupia.

Qualquer pessoa pode enviar dinheiro para o Nepal. O difícil é saber se chegou onde devia — a uma organização que continua a funcionar, continua registada e continua a fazer o que diz. Os 12% existem para isso, e esta página é o método completo.

O processo

Sete passos, por esta ordem, sempre.

  1. Assinatura do acordo

    O montante, a taxa, o prazo de três meses e o que a missão tem de entregar, por escrito. A assinatura é o ponto de partida. Nada começa com um aperto de mão.

  2. Pagamento dos 12%

    No mesmo momento da assinatura. Quando o pagamento é concluído, são criados o número de referência e a página. É o único dinheiro que entra numa conta da Give Nepal.

  3. Três meses no terreno

    Zonas afetadas por catástrofes, primeiro escolas de órfãos e escolas de ensino especial. As candidatas encontram-se a andar, não por e-mail.

  4. Verificação completa de cada candidata

    A lista abaixo. A candidata que tropeça num ponto de paragem sai nesse mesmo dia e fica registada, com o motivo, na sua lista de descartadas.

  5. Verificação de uma organização

    Registo válido, contas auditadas, responsáveis conhecidos pessoalmente, trabalho anterior verificado e um terceiro disposto a confirmá-lo por escrito.

  6. Os 88% transfere-os você

    Os dados bancários vêm do banco deles — não de nós, nem escritos à mão. Transfere da sua conta para a deles. Sem nenhuma conta nossa pelo meio.

  7. Processo encerrado

    Registo, dossiê, fotografias e recibo assinado, tudo na sua página. Depois disso não prometemos relatórios: quando o dinheiro está com o beneficiário, o calendário é dele, e não damos o nosso nome a um progresso que não controlamos.

Âmbito

Onde olhamos primeiro, e quando olhamos mais além.

As escolas de órfãos e as escolas de ensino especial de vilas e aldeias afetadas por catástrofes são o nosso foco. A missão começa aí e, salvo indicação nossa em contrário, é isso que lhe é apresentado.

Reservamo-nos o direito de olhar mais além. Um distrito pode não ter nenhuma candidata adequada nas categorias principais, ou pode surgir uma necessidade mais premente — famílias que a catástrofe deixou com um só progenitor, o edifício que toda uma aldeia partilhava e que hoje é escombros, o espaço dos adolescentes de uma vila que perdeu todos os outros. Quando acontece, preferimos trazer-lho a voltar de mãos vazias.

A regra que torna isto seguro é simples: qualquer beneficiário fora do foco fica assinalado no seu dossiê como alargamento do âmbito, com os nossos motivos, para que veja com clareza o que lhe estão a pedir para financiar, e porquê.

A verificação

Oito pontos. Quatro deles travam o processo de imediato.

Depois de uma catástrofe não há tempo para uma auditoria de cem pontos, e uma auditoria de cem pontos não protege ninguém. Oito coisas bastam. A nossa equipa leva-a consigo e preenche uma por cada candidata.

  • Certificado de registo original e válido — número e nome coincidem com o letreiro à porta. Se não coincidir, para.
  • Conta bancária em nome da organização — não de uma pessoa, nem de um intermediário. Se não, para.
  • Ninguém pede uma parte — nenhuma comissão de apresentação ou de intermediação. Se pedirem, para.
  • Origem das crianças documentada — de que distrito, quem as trouxe. Sem admissões sem registo. Sem registo, para.
  • Responsáveis conhecidos pessoalmente, no terreno — nome e cargo anotados, sem fotografar documentos de identificação.
  • Necessidade vista com os nossos olhos — danos, edifício, salas. Fotografada e datada.
  • Um terceiro independente confirma que funciona aqui — a junta de freguesia, ou uma pessoa nomeada que a organização não nos tenha apresentado.
  • Recibo assinado acordado de antemão — antes de lhe serem entregues os dados bancários.

O quarto ponto é o que mais importa, e é o que mais ninguém pergunta. O dinheiro enviado para a instituição residencial errada no Nepal não tira uma criança da pobreza — paga para a separar de uma família que ainda existe. Perguntamos sempre, e se faltar a resposta, vamo-nos embora.

O que não fazemos

Quatro regras que mantemos mesmo quando custam.

  • Nunca o nome de uma criança na página de um doador. As fotografias mostram locais, obras em curso e as pessoas que as fazem, à escala da sala. O nosso gerador de páginas recusa criar uma página cuja legenda contenha o nome de uma pessoa.
  • Nenhuma página ligada a uma criança em concreto. No momento em que uma criança passa a ser a criança de um doador, deixa de ser um projeto e passa a ser um apadrinhamento — e é precisamente esse o padrão em que as coisas correm mal.
  • Documentos de identificação, nunca. Conhecemos os responsáveis e registamos quem são. Não fotografamos os seus papéis, e o gerador rejeita qualquer ficheiro que se pareça com um. A fotografia de um documento não prova nada que o registo não prove, e publicá-la expõe essa pessoa.
  • Nenhuma fotografia de crianças sem que a organização tenha o consentimento dos tutores. Confirmação escrita; sem ela, a página não é gerada.

O resultado honesto

Três meses podem terminar em «nenhuma».

Se nenhuma organização pela qual possamos responder passar na verificação, dizemo-lo com clareza e recebe os dossiês que explicam por que motivo cada candidata não passou. Os seus 88% nunca saíram da sua conta e continuam a ser seus. Os 12% são gastos em qualquer caso, porque a procura é o trabalho — e uma procura que só pode terminar em «sim» não vale o que se paga por ela.

Verifique-nos

Tudo o que está acima pode ser verificado sem nós.

O número de registo, a autoridade que o emitiu, a inscrição no Conselho de Bem-Estar Social, o auditor, o terceiro que confirma, o certificado do próprio banco da organização, o recibo assinado confrontado com a sua transferência. Cada um deles é algo que pode verificar levantando o telefone. É intencional. Uma cadeia de confiança que só se aguenta se confiar em nós não é uma cadeia.

Comprometer-se